O C.R.I.A. surgiu de um grupo de amigos que sempre que se encontram conversam e se indignavam com a situação do país. Com as injustiças, corrupção e falta de participação da população frente aos problemas brasileiros e sentiram também que o próprio grupo fazia o mesmo.
Resolveram então começar a atuar e perceberam que para isso precisam de mais informação. Com essa idéia surgiu a C.R.I.A. (Cidadão, Responsável, Informado e Atuante)
Porque acreditamos que democracia não é delegar.
É um processo de co-responsabilidade entre os representantes e a sociedade em geral.
O amadurecimento da democracia é nos tornarmos efetivamente cidadãos[1] e não esperarmos que os outros tomem atitudes por nós.
O que está acontecendo hoje no cenário político brasileiro é um reflexo de um sistema subutilizado pelos cidadãos, onde não sabemos as vias para fazermos as coisas acontecerem e deixamos que outras pessoas tomem as decisões por nós da maneira que elas julgam correta. Podemos dizer que esta situação é um reflexo do comportamento da nossa sociedade, da nossa falta de envolvimento com as políticas do país. Deixamos de exercer o nosso papel de cidadão.
A causa disso tudo é que não aprendemos a viver numa sociedade democrática. A cidadania deve ser praticada no dia a dia. Hoje nós elegemos os nossos representantes e delegamos para ele todo o comando da nossa vida.
Notando tudo isso, vemos que a solução é chamarmos para nós mesmos a responsabilidade e começarmos um movimento de participação no processo político brasileiro. Está na hora de nos envolvermos em assuntos que nos afetam diariamente.
Neste contexto, a proposta do CRIA é de informação e reflexão para discutirmos juntos como este país tem que se movimentar. Para podermos voltar a exercer o nosso papel de cidadão.
Partimos do princípio que primeiro é preciso conhecer o funcionamento da máquina pública, para em seguida tomarmos atitudes concretas que facilitem a fiscalização e cobrança dos representantes por nós eleitos.
Na primeira fase o CRIA se propôs a trazer informações para que todos nós pudéssemos votar de forma mais consciente e informada.
Numa segunda fase, já que nós votamos e escolhemos os nossos representantes, nos propormos, através de conversas com especialistas, a discutir ferramentas para estarmos mais próximos dos políticos com objetivo de acompanharmos e cobrarmos a atuação dos políticos por nós eleitos. Isso é cidadania. Isso é democracia. É um processo participativo e não “delegativo”.
Nesta linha de aprender e começar a agir é que estamos trabalhando.
[1] Cidadão – individuo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado, ou no desempenho dos seus deveres para com este. – Novo Aurélio, 2001.
domingo, 29 de julho de 2007
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2 comentários:
Fui à manifestação deste domingo, no Ibirapuera, com minha mulher. Parabéns. Conte conosco.
Saudações.
Flávio Bastos.
Advogado e professor universitário.
leaobastos@yahoo.com.br
professorflaviobastos.blogspot.com
Olá, também estive na manifestação e gostaria de parabeniza-los pela iniciativa. Muito obrigado por terem escrito este texto de apresentação pois me senti um pouco perdido ao longo da manifestação por não saber mais sobre vocês.
Até a próxima manifestação!
Saudações,
William Matiazzi
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